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CRM-DF realiza II Fórum do DF de Prevenção ao Suicídio PDF Imprimir
Qui, 31 de Agosto de 2017 12:06

No Brasil, 32 pessoas cometem suicídio por dia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% dos casos podem ser prevenidos

Para comemorar o mês de combate ao suicídio, mais conhecido como setembro amarelo, o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), promoveu nesta terça feira (29/08), o II Fórum do DF de Prevenção ao Suicídio, realizado no auditório do Conselho Federal de Medicina (CFM). O evento foi aberto aos médicos, psicólogos e população em geral.  

O Fórum teve como objetivo alertar a população a respeito da realidade do suicídio e suas formas de prevenção. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 32 pessoas se suicidam por dia no Brasil. Em 90% dos casos é possível evitar que a morte aconteça, principalmente quando há depressão e outras doenças de fundo mental e emocional. Pensando na importância do tema, o CRM-DF decidiu então, alertar a população e principalmente a classe médica que sofre com a rotina cansativa e estressante do dia a dia.

Durante a abertura do evento, o presidente do CFM, Carlos Vital Tavares, comentou a importância do evento e dos temas abordados. Ele relatou que há alguns anos visitou 184 municípios de Pernambuco, onde observou que a desigualdade social era um dos causadores do elevado número de suicídio na região e que atualmente esse fator continua sendo um gatilho de depressão e desespero que leva o ato intencional de matar a si mesmo. “Eu pude acompanhar in loco o quanto elevado é esse número e trabalhar a prevenção é de extrema importância”, relatou Vital.

Para o presidente do CRM-DF, Jairo Martínez Zapata, as mortes causadas por suicídio não são noticiadas, mas o número de casos é alto em todo do mundo e que há uma desassistência psiquiátrica na saúde pública. “A psique é muito importante para o tratamento dessas pessoas. Não vejo esse movimento de assistência no Brasil. Temas como este precisam ser divulgados para informar e ajudar não só no meio médico, mas a população em geral”, disse Jairo Zapata.

Maria Dilma Alves Teodoro, presidente da Associação Psiquiátrica de Brasília (APBr), ressaltou que todos os profissionais de saúde têm a responsabilidade de realizar ações preventivas do suicídio para diminuir o número de casos. “Ainda há um preconceito muito grande das pessoas em procurar um psiquiatra, por isso é importante que todos atuem nessa prevenção. Temos que atuar juntos para aproximar a comunidade e contribuirmos com um mundo melhor e com saúde de qualidade”, concluiu.

O Fórum abordou palestras como Políticas Públicas na Área da Saúde, Espiritualidade e Suicídio ministradas pelo coordenador geral de saúde mental do Ministério da Saúde, professor Dr. Quirino Cordeiro Júnior, e o Panorama do Suicídio no Brasil e no Mundo, do diretor tesoureiro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), do Dr. Antônio Geraldo da Silva.

Também ocorreram mesas redondas sobre o “Risco de Suicídio Pode Estar ao Lado”, onde foram discutidos os mitos e escolhas, como abordar o tema, acolhimento, o que fazer e quem chamar, além do tratamento com a Espiritualidade, como funciona o adoecimento familiar, os que ficam, dor e medo, Influência Social, fé e saúde mental e espiritualidade na família como agente de prevenção ao suicídio.

Clique aqui e baixe todas aulas que foram disponibilizadas pelos palestrantes.

Link com informações úteis: http://www.abp.org.br/portal/downloads-setembro-amarelo/

 
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