Rede dos Conselhos de Medicina
I Fórum de Atualização em Câncer de Mama tratou sobre a Importância do Diagnóstico Precoce do Câncer de Mama e a Situação Atual do Câncer de Mama no Brasil
Ter, 06 de Outubro de 2020 00:00

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) realizou nesta segunda-feira (05), o I Fórum de Atualização em Câncer de Mama. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal do Youtube Oficial CRM-DF e tratou sobre a Importância do Diagnóstico Precoce do Câncer de Mama e a Situação Atual do Câncer de Mama no Brasil. O Fórum terá continuação no dia 7 de outubro com outros assuntos importantes.

O primeiro palestrante da noite, o mastologista e presidente do CRM-DF, Farid Buitrago, chamou atenção da população para a conscientização e a importância do tratamento para o câncer de mama. “A prevenção deve ser realizada o ano todo e não só no mês de outubro. É muito importante que todos tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento”, disse o mastologista.

Dr. Farid apresentou uma palestra sobre a situação atual do câncer de mama no Brasil. Segundo o médico, o câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres. Em 2018, ocorreram 2,1 milhões de casos novos, o equivalente a 11% de todos os cânceres estimados. O índice do câncer de mama tem crescido nos países desenvolvidos em razão do aumento da expectativa de vida e da urbanização. Outro fator que contribui para esse aumento é a desinformação, que leva ao diagnóstico tardio” esclareceu.

Alguns fatores de risco contribuem para o surgimento do câncer de mama, são eles: sexo, idade, fatores genéticos, fatores hormonais, alimentação, fatores ambientais, fumo, entre outros. Cerca de ¼ da população pode ir a óbito pela doença, caso o diagnóstico não for descoberto e aproximadamente 50 pessoas morrem todos os dias no Brasil. Já no Distrito Federal, cerca de 730 novos casos da doença devem surgir em 2020.

Neste ano atípico, com o surgimento da Covid-19, quase metade das pessoas com câncer tiveram o tratamento afetado por causa do novo coronavírus, por isso a importância de conscientizar a população sobre a importância da retomada das consultas e exames preventivos. “A prevenção secundária através do rastreamento populacional e diagnóstico precoce, a garantia de acesso ao diagnóstico, o tratamento e seguimento para todas as mulheres com alterações nos exames realizados e o rastreamento por mamografia são importantes para prevenir e tratar o câncer de mama na população”, concluiu Farid.

O mastologista Daniel Barbalho foi o segundo palestrante da noite. O médico falou da importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Ele comentou sobre a importância de rastrear a doença. “O rastreamento do câncer de mama é procurar a doença em quem não está sentindo nada, essa maneira é muito importante para a prevenção”, disse Daniel.

O médico apontou que 8% das mulheres brasileiras terão câncer de mama e que fazer o rastreamento antes de ter os sintomas também é fundamental para diminuir a quantidade de mortes pela doença e aumentar a qualidade de vida das pacientes.

Outro dado importante apresentado foi o de que população rastreada através da mamografia morre menos. De acordo com o Dr. Daniel, a mortalidade por câncer começou a rastreada a partir de 1985, o que já começou a diminuir a quantidade de morte. Uma pesquisa realizada pelo Reino Unido apontou que a mortalidade em mulheres que tiveram o câncer de mama rastreado pela mamografia entre os 40 a 50 anos reduziu em 25%. “A mamografia é o exame mais eficaz, pois diminui a morbidade e aumenta a chance de cura da paciente, o Ministério da Saúde, infelizmente, preconiza que o exame seja realizado em mulheres a partir dos 50 anos, mas recomendo que seja feito a partir dos 40 anos para que a doença seja rastreada com mais eficácia”, concluiu.

A moderadora da mesa, a primeira secretária do CRM-DF, Marcela Montandon, realizou uma pergunta curiosa aos palestrantes ao final do Fórum. “Homem também pode ter câncer de mama?”, indagou Marcela. O presidente do CRM-DF que o principal fator de risco da doença é ser mulher, mas homem também pode ter a doença. “A cada 100 casos acometidos nas mulheres, um caso acontece nos homens, principalmente quando tem históricos de casos na família”, explicou.

 
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